Ataques perto do projecto de gás da Total obriga empresa a evacuar trabalhadores em Moçambique


A companhia francesa Total pediu a alguns funcionários que deixem o acampamento do projecto de gás natural liquefeito em Afungi, na província moçambicana de Cabo Delgado, depois de ataques de insurgentes a pouco mais de cinco quiómetros do local na sexta-feira, A notícia foi avançada pela Bloomberg que, no entanto, não teve qualquer resposta da Total quando questionada sobre o assunto.

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique repeliram um ataque dos insurgentes islâmicos na vila de Quitunda, dentro da área do maior projecto de gás natural liquefeito em África, no valor 20 mil milhões de dólares, de acordo com três fontes credíveis citadas pela Bloomberg.

"É a primeira vez que os insurgentes atacam dentro da área de concessão, conhecida por sua sigla em português Duat", acrescenta a agência que alerta para o facto desse ataque aumentar significativamente a ameaça contra o projecto bilionário.

Em consequência, a empresa pediu aos trabalhadores afectos ao projecto que regressassem para as zonas de origem, naquela que é a sua segunda maior evacuação no acampamento, depois de, em abril passado, ter suspenso obras por dois meses na sequência de um surto de casos da Covid-19 no local.

​Os ataques dos últimos dias são considerados surpreendentes por observadores em virtude de a península de Afungi, onde estão os projectos da gás lequefeito natural ter uma grande concentração das FDS.

A região foi considerada segura, Jasmine Opperman, analista para África do Armed Conflict Location & Event Data Project, citada pela Bloomberg.

“Pode haver uma pequena pausa, uma desaceleração”, disse Opperman no domingo, 27, acrescentando que "uma retirada, não é provável, simplesmente, há muito em jogo".

Os ataques, inicialmente atribuídos a jovens descontentes chamados popularmente por al-Shabab, começaram em 2017 na província de Cabo Delgado, mas com o passar do tempo assumiu proporções alarmantes, com o Estado Islâmico a reclamar vários ataques e os especialistas a considerarem as técnicas e práticas do grupo similares aos do grupo terrorista.

Até agora, dados apontam para mais de duas mil pessoas mortas e mais de 560 mil foram obrigadas a deixarem as suas zonas de residência. (VoA)

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