Cabo Delgado: Comité Internacional da Cruz Vermelha promete mais ajuda humanitária



O Comité Internacional da Cruz Vermelha quer capacitar as forças de defesa e segurança moçambicanas em questões de direitos humanos e aumentar a ajuda humanitária em Cabo Delgado.

O anúncio foi feito pelo presidente desta organização humanitária, Peter Maurer, no final de uma visita a Moçambique, que incluiu uma deslocação à província de Cabo Delgado, que neste momento está a ser afectada por ataques armados de insurgentes.

O presidente do Comité internacional da Cruz Vermelha reuniu-se também com o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e com o representante da Cruz Vermelha em Cabo Delgado, para se inteirar sobre a situação humanitária naquela província.

Peter Maurer indicou que a questão da capacitação das forças de defesa e segurança foi um dos assuntos discutidos com o Presidente Filipe Nyusi, sem, no entanto, adiantar pormenores.

Esta declaração é feita numa altura em que as autoridades moçambicanas dizem que as forças que combatem o terrorismo em Cabo Delgado estão a controlar a situação.


Deficiente cobertura


Entretanto, o político Raúl Domingos considera que as dificuldades na cobertura jornalística da situação em Cabo Delgado, "pode dar a falsa imagem de que a situação, no terreno, está controlada".

Domingos realça que há "um esforço no sentido de afastar dos locais de conflito, os profissionais da comunicação social, que podiam recolher informações sobre o que está a acontecer, de facto, em Cabo Delgado".

"O apoio do Comité Internacional da Cruz Vermelha é importante porque neste momento existem mais de quinhentas mil pessoas com fome, dado que o Instituto de Gestão de Riscos e Desastres Naturais não tem capacidade para alimentá-las", diz João Feijó, pesquisador do Observatório do Meio Rural.

Ele avança que os deslocados do conflito armado em Cabo Delgado enfrentam uma situação dramática, porque não existe uma logística ao nível da instituição do Estado, que, recorrentemente, tem solicitado apoio internacional".

E o director do Centro de Integridade Pública (CIP), Edson Cortez, diz que com a possível recuperação pelas forças governamentais, de zonas afectadas pelos ataques jihadistas vai aumentar o número de pessoas necessitando de assistência humanitária, pelo que a ajuda da Cruz Vermelha é fundamental. (VoA)

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